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Numa Asa Delta

By Antonio Nóbrega | 11 agosto 2017 | Sem Comentários

“E se me fatiga bastante, pela sua precariedade contemporânea, afirmar que o povo brasileiro é formado das três correntes: portuguesa, africana e ameríndia, sempre é comovente verificar que apenas essas três bases étnicas o povo celebra secularmente em suas danças dramáticas”.

Mário de Andrade. In Danças Dramáticas do Brasil

Imagine-se, leitor, numa manhã ensolarada, radiante, planando numa asa delta. Imagine, ainda, que repentinamente descortinasse um imenso vale onde no leito de suas encostas avistasse, movendo-se quase imperceptivelmente, um longo e caudaloso tapete marcado por indiscerníveis pontos coloridos e faiscantes…

Suponhamos que essa visão o deslumbrasse de tal jeito que, tomado pela curiosidade, baixasse a altitude do “aeroplano” e descobrisse que aquele curioso coruscante cardume movimentando-se correspondia a milhares de pessoas caminhando em compassivo cortejo. Intensamente atraído, resolvesse baixar ainda mais seu planador e percebesse que os integrantes do caudaloso cortejo trajavam luzidias e multicores vestimentas, dos mais diversos formatos, alindadas por uma miríade de adereços. Uns vestiam saiotes de cetim e de ganga adornados por barras de espiguilhas douradas; outros envergavam guarda-peitos acetinados, cobertos de espelhos e debruados de galões prateados; outros mais usavam saias brancas rendadas; alguns portavam mantos-gola com desenhos de florais e pássaros bordados à canutilhos e miçangas; vários encabeçavam chapéu com a aba frontal, “batida”, revestida de pequenos pedaços de espelhos e flores de ouropel, enquanto da aba de trás, estirada, pendiam fitas de variadas e brilhantes cores; alguns mais ostentavam sobre a cabeça simulacros de templos e pagodes orientais profusamente ornados de espelhos, papéis brilhantes e pedrinhas de aljôfar; vários deles, de rostos tisnados de carvão e encabeçando chapéus-cafuringa,  empunhavam bexigas infladas e corriam de um lado para o outro as esbordoando em si e nos demais; centenas deles tocavam tambores, caracaxás, gonguês, pandeiros, cavaquinhos, violas, violinos, clarinetas, saxofones, pifes, flautas, acordeons e inúmeros outros instrumentos.

Imagine ainda, leitor, que querendo decifrar o sentido daquela movimentação, da algaravia dos trajes, buscando entender a mixórdia sonora que quase inaudível lhe chegava, se decidisse dar largas à irrefreável curiosidade e estacionasse sua asa delta na extremidade do vale, para onde se dirigia o cortejo, e, assim bem de pertinho, poder melhor perceber o que cantavam, dançavam e tocavam aqueles “festeiros”.

Seria então nesse momento, caro leitor, que perceberia que todo aquele imenso cortejo correspondia à reunião de centenas de grupos de pessoas que trajando cada qual vestimentas comuns, se locomoviam cantando, tocando, saltando, girando, requebrando, saracoteando, mogangando, gingando, volteando em meio a traçados e manobras coreográficas que iam desenhando pelo gramado do vale enquanto deambulavam.

Caminhando ao encontro do imenso préstito e aproximando-se das encostas do vale, o leitor amigo e corajoso, perceberia também que o som que emanava dos tambores, dos demais instrumentos e das vozes ecoava por toda a região e que, à medida que o cortejo se aproximava, o volume sonoro recrudescia perigosamente.… Não tardaria e o meu amigo teria de escolher entre evadir-se ou se entregar à festiva comitiva!

Se ele for como eu, deixará ser arrastado, conduzido e acicatado pela sincopada pulsação rítmica dos tambores, taróis, ganzás, pandeiros e a prodigalidade dos cantos; sairá “da sua” e entrará, pulando, cantando, brincando e chorando “na de todos aqueles outros”, o território sensorial e emotivo onde se encontravam imersos, naquela manhã   ensolarada e radiante, numa férica comunhão com o espírito da festa, da alegria e do congraçamento humano, aqueles homens e mulheres.

 

Em São Cristóvão

O mês é o de Janeiro e o ano, se bem me recordo, é o de 1980. Agora sou eu quem estou sob a guarda de uma manhã, também tinindo de brilhosa, no meio de uma das ruas centrais da cidade de São Cristóvão, na rabeira de um grupo de Bacamarteiros. A música é marcadamente percussiva, vexada, de ritmo bem soletrado, contínua e cantada à toda garganta e pulmões por homens e mulheres em idades diversas que caminham dançando, saltitando e portando à tiracolo – não todos – bacamartes. Atrás de mim, numa movimentação menos agitada, mais ondulada e compassada, integrantes de um grupo de São Gonçalo “tiram” loas, toadas e tocam violas, cavaquinhos e leve percussão. Para além desses dois grupos, para onde o meu olhar se dirige encontra músicos, dançarinos, cantadores, personagens e figuras teatrais das mais variadas espécies e natureza – reis, rainhas, bois, “mortos-carregando-os-vivos”, burrinhas, catirinas, cazumbás, caboclinhos, etc.

O Festival Folclórico de São Cristóvão era um daqueles eventos anuais – com alguma frequência eventos semelhantes aconteciam também em outras cidades brasileiras – que reuniam uma infinidade de grupos “folclóricos” de várias regiões do país. Lá estariam muitos daqueles que o meu hipotético leitor-planador terá visto em seu imaginário passeio aéreo…

Foi numa dessas ocasiões, que percebendo – mesmo com o pouco siso que me sobrava em tais circunstâncias, ou por isso mesmo – a diversidade e unidade de procedimentos, formas, conteúdos e estruturas que subjaziam no interior daquelas manifestações, que dei corda a mim mesmo na empreitada de buscar entender como elas se constituíram. Dizendo de outro modo: foi dentro daquele redemoinho dionisíaco que me impus a tarefe de tentar “desenredar” os caminhos através dos quais tais manifestações vieram a se tornar o que eram!

 

Por onde começar?

Foi sem abdicar de continuar a bater canela por terreiros, sedes de agremiações, treinos, sambadas e apresentações de grupos populares que encetei comigo mesmo a tarefa de também me abancar em gabinete.

Atinei que, passados já vários anos assimilando cantos, danças, histórias, formas poéticas, maneiras de tocar instrumentos musicais e modos de “brincar” dos mestres, dançadores e brincantes populares; lendo e continuamente adquirindo livros sobre o mundo popular, chegara o momento de tentar responder a questões que adensando cada vez mais o meu portfólio interior me martelavam o juízo. Seria o mundo popular tão caótico quanto aparentava, ou nós é que não o compreendíamos? Porque as “brincadeiras” populares que assistia e praticava me davam a impressão de serem tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes? E se assim fosse, eu saberia identificar e separar as diferenças das semelhanças? Por que a figura do Boi estava presente nos folguedos amazônicos, nos nordestinos, nos sulinos, em todas as regiões do Brasil? De onde provinha tudo isso? Como se formara um Reisado, um grupo de Caboclinhos? Haveria algum cordão, uma linha histórica por meio da qual eu poderia estabelecer uma ligação entre as várias manifestações populares entre si? Como se formatara esse imaginário? De que maneira ele teria se internalizado na psique coletiva do povo? Teria? E sendo afirmativa a resposta, quais os desdobramentos dessa internalização? Haveria?

Acompanhando a movimentação dos Caboclos de Lança de um maracatu rural, me perguntava: “Quais os caminhos que teriam levado a se ‘formatar’ àquelas portentosas figuras que incorporadas por trabalhadores rurais – vestindo pesadas golas-mantos a estampar desenhos de flores, animais, arabescos e espirais bordados à miçangas, canutilhos e lantejoulas; sustentando sobre os ombros matulão do qual pendiam 4, 5, 6 ou mais badalos de metal; maneando e volteando para cima, para baixo, para os lados  uma enorme lança de quase dois metros inteiramente ataviada de fitas; portando sobre a cabeça um imenso “chapéu” adornado por milhares de tiras de papel celofane ou laminado; – dançando, pulando, saltando, caminhando jornadeiam pelas ruas de Recife e de cidades da zona da mata pernambucana durante os dias de carnaval? Que representam?

Onde estaria o fulcro histórico por onde tudo isso estava se passando? Porque o conhecemos tão mal e de modo tão apartado do conjunto de nossa história cultural? Assim como, lendo e estudando obras dedicadas à trajetória da cultura ocidental podemos tomar conhecimento em sua totalidade dos caminhos percorridos pela sua literatura, música, pintura, etc., julgo que deveríamos igualmente, em relação à nossa história cultural, poder acessar uma narrativa que levasse em conta as duas grandes vertentes que a constituem: a popular, de prevalente extração índio-africano-ibericopopular e a ocidental ou europeia de base greco-latina-judaico-bárbaro-cristã.

Antonio Nóbrega

 

O texto “Numa Asa Delta” compõe o livro Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança de Antonio Nóbrega. Conheça o projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014: http://bit.ly/2hiAaco

 





Instituto Brincante, Universidade de Princeton e UFRJ realizam jornada sobre as manifestações populares brasileiras

By Antonio Nóbrega | 10 agosto 2017 | Sem Comentários

Fazer Pensar Brasil reúne pesquisadores das três instituições.
Evento está marcado para 25/08.

Estudiosos de diferentes partes do Brasil se reúnem no dia 25 de agosto no Teatro Brincante para a jornada Fazer Pensar Brasil. Com uma série de palestras e rodas de conversas, a iniciativa é uma parceria entre o Instituto Brincante, a Universidade de Princeton e a Universidade Federal do Rio de Janeiro. A discussão gira em torno das manifestações chamadas de populares, a partir de experiências e disciplinas diversas.

O tema ganha sentido especial na atualidade e proporciona a amplitude necessária para o debate. Afinal, os valores, conteúdos e formas do que se identifica como popular podem ser ressignificados e terem papel e função social no mundo em que vivemos? Na encruzilhada histórica por que passamos, trata-se de pensar coletivamente uma questão já velha, mas que nos pede novas configurações: podemos ser modernos e “populares” ao mesmo tempo?

A lista de palestrantes inclui Pedro Meira Monteiro, Antonio Nóbrega, Ricardo Teperman, Paulo Iumatti, Lilia Schwarcz, José Miguel Wisnik, Heloisa Buarque de Hollanda, Lira Neto, Rosane Almeida, Maurício Hoelz, Paulo Dias, André Botelho e André Ricardo Heráclio do Rêgo.

Palestras:

“Questão de mais-Brasil menos-Brasil”: brasilidade além do nacionalismo em Mário de Andrade
André Botelho
Brasilidade, identidade nacional e nacionalismo não são termos intercambiáveis no léxico de Mário de Andrade, e talvez também noutros autores modernistas. São categorias sem dúvida relacionais, pois ganham significados uma em relação às outras, mas não são exatamente equivalentes. Podem, antes, assumir não apenas significados diferentes, como sentidos distintos no próprio interior do projeto modernista de Mário e em relação às diferentes conjunturas do seu contexto social e intelectual. Buscar distinguir essas categorias e qualificá-las do ponto de vista do autor constitui tarefa premente e tão mais importante à medida que se trata de restituir a complexidade própria da obra de Mário de Andrade, e de seu contexto original, ambos extremamente disciplinados pela rotinização de paradigmas normativos e teleológicos voltados à discussão da formação da identidade nacional e do nacionalismo cultural no Brasil moderno. A restituição da complexidade dessas categorias e de seu inter-relacionamento mais dinâmico e contingente é, ademais, condição para que se possa divisar outros sentidos mais contemporâneos na obra de Mário de Andrade. Nesta apresentação, permanecerei nos limites dos prefácios não publicados de Macunaíma e no diálogo epistolar com Alceu Amoroso Lima em torno deles, bem como na crítica pioneira que este publicou, inclusive pelo seu papel decisivo nos termos da recepção que o principal livro do autor acabaria conhecendo, tão importante para os problemas de que então nos ocupamos.

O sertão no imaginário brasileiro
André Ricardo e Heráclio do Rêgo
Trata-se de fazer um breve apanhado da ideia, da representação dos sertões ao longo da história, do século XV até hoje, sobretudo no que se refere ao imaginário brasileiro, mas sem esquecer o português e o africano. A ideia de sertões é essencial na discussão da identidade nacional (se é que podemos ainda utilizar esse termo num contexto tão multicultural quanto o nosso), e ela tem uma de suas mais fortes expressões e repercussões justamente no mundo da cultura popular (se é que podemos ainda utilizar esse termo…). Mas não só: ela repercute fortemente na cultura dita erudita, seja na área de ficção, seja na na ensaística, seja na música, seja na literatura, seja na história, seja na geografia. O fio condutor, ou o fio da meada, quem o dará, como não poderia deixar de ser, serão Ariano Suassuna e João Guimarães Rosa, sobretudo este último, quando ele disse: “Sendo o sertão assim – que não se podia conhecer, indo e vindo enorme, sem começo, feito um soturno mar, mas que punha à praia o condão de inesperadas coisas”; “Quase todo o mundo tinha medo do sertão, sem saberem nem o que o sertão é”.

Uma poética para o Brasil
Antonio Nóbrega
Por onde conversam e ainda mais poderiam conversar os Brasis.

Fracassos e escuta na Universidade das Quebradas
Heloisa Buarque de Hollanda
Nesta apresentação, vou me permitir falar em primeira pessoa. Não definiria esta opção como um testemunho, mas como um relato simples dos impasses epistemológicos e da procura de uma perspectiva de intervenção, enquanto intelectual ligada à universidade pública, cuja trajetória profissional é inaugurada no espanto da descoberta e na escuta do outro. Hoje a tradução cultural, a alteridade, a diferença, enfim o encontro, ou mesmo embate, com o outro são questões que povoam nossas preocupações teóricas e políticas, sem dúvida, urgentes neste momento de crescentes e implacáveis xenofobias e intolerâncias. É desse ponto de vista que apresentarei o Laboratório de Tecnologias Sociais, chamado Universidade das Quebradas, criado em 2009, na UFRJ. A missão deste laboratório é a de articular professores, pesquisadores e alunos da universidade com os intelectuais, artistas, ativistas e produtores culturais das periferias, já com um trabalho relativamente consolidado, e experimentar formas de produção de conhecimento compartilhada. O encontro de saberes de pesos e níveis de legitimação diferenciados traz, de início, medo e perplexidade. As diferenças tornam-se mais contrastadas e o não reconhecimento deste percalço é fatal. Os repertórios acadêmicos diante do saber vernacular ou popular comportam-se mal. Ou os atores acadêmicos facilitam seu conhecimento subestimando a capacidade de escuta dos atores periféricos, ou supervalorizam a produção das periferias, considerada mais forte porque vem da “experiência verdadeira”, ante a uma possível carência de informação ou conhecimento empírico dos processos expressos na produção científica lato sensu. Por outro lado, os atores das periferias se intimidam, de forma surpreendente e mesmo inesperada, ao se conectarem com este novo território. Difícil evitar armadilhas. A tradução cultural é falha em ambos os casos. O compromisso com o exercício de uma escuta forte parece uma saída razoável.

A influência deletéria do urbanismo
José Miguel Wisnik
Se Mário de Andrade resguarda a música popular autêntica, a certa altura do Ensaio sobre a música brasileira, da “influência deletéria do urbanismo”, isto é, do mercado e da influência estrangeira, colocam-se algumas questões difíceis sobre a natureza do popular. Será este, necessariamente, a manifestação de comunidades rurais, de caráter anônimo e coletivo, manifestado epifanicamente, em certos momentos, por indivíduos que carregam em si o grupo, ao serem carregados por ele? Qual seria então o lugar do popular na música popular urbana que floresceu com o mercado industrial de canções gravadas? É notável, a esse respeito, que Mário não tenha voltado a sua atenção, em nenhum momento, para seu contemporâneo Noel Rosa, embora acompanhasse com atenção os lançamentos de música popular gravada. Vai nessa omissão sintomática uma forma mental, de fundo estético (os românticos alemães) e religioso (a aura popular como sendo o espírito de um mundo sem espírito no raiar da universalização da mercadoria). Embora o tempo seja curto para isso, interessaria perseguir sinais dessa questão filosófico-religiosa (e política) nas fagulhas de um atrito entre Ariano Suassuna e Caetano Veloso.

Lima Barreto e seus subúrbios
Lilia Schwarcz
Pode-se dizer que Lima Barreto escreveu uma literatura em trânsito. Ele tomava todos os dias o trem da central e da sua janela observava arquiteturas, personagens, tipos e passageiros. O afeto que guardava por seus subúrbios, diante das práticas populares que via, era imenso. Afeto como identificação e mudança diante do que se observava.

A gênese do samba: entre a festa e a agonia
Lira Neto
Como o moderno samba urbano, criação coletiva nascida em meio aos espaços de comunidades negras na virada do século XIX para o século XX, praticado nos fundos dos quintais pobres e alheio aos modernos conceitos de autoria, passou à condição de um dos símbolos máximos de uma suposta “identidade nacional”?

Na pancada do ganzá: um livro de amor inacabado
Maurício Hoelz
A primeira linha do prefácio do inacabado Na pancada do ganzá, de Mário de Andrade – cujo subtítulo é “Subsídios para conhecimento da vida popular brasileira, especialmente do Nordeste” –, afirma ser esse não um livro de ciência, mas um “livro de amor”. Nele, está em jogo compreender a cultura popular por meio da empatia (“Ouvi o povo, aceitei o povo”), substituindo o discurso sobre ela por um diálogo com ela que pudesse levar ao reconhecimento dos seus portadores sociais em sua dignidade e alteridade plenas – sem recair numa visão fetichizada e triunfalista da autenticidade popular -, e a formas mais descentradas, plurais e inclusivas de identidades coletivas. Nesse gesto de abertura para a diferença (“um ato de amor”) residiria a potência democrática de transformação das relações sociais pelo exercício da solidariedade, que tem no diálogo a forma mais absoluta de conhecimento da alteridade étnica e cultural. Nas suas próprias palavras, no prefácio: “Do fundo das imperfeições de tudo quanto o povo faz, vem uma força, uma necessidade que, em arte, equivale ao que é a fé em religião. Isso é que pode mudar o pouso das montanhas”.

A fumaça que sobe dos nossos quintais
Paulo Dias
Sugestionado pela frase acima, tirada de um jongo do compositor paulistano Daniel Reverendo, pretendo conversar sobre os batuques de terreiro do sudeste, sua ancestralidade e atualidade, no retraçar permanente das conexões simbólicas e sociais dos grupos celebrantes.

Utopia e absurdo no Brasil contemporâneo: reflexões a partir dos folhetos de cordel
Paulo Teixeira Iumatti
O gênero cordelístico do Marco atualiza o antigo paradigma da poesia como monumento perene, baseando-se na afirmação desafiadora de uma excelência poética insuperável. Surgido no âmbito da cantoria no século XIX, e transposto para a escrita dos folhetos de cordel, ele parece constituir em si mesmo um paradoxo, podendo ser visto, também, como instrumento de disputas envolvendo a reiteração ou a contestação de um lugar subordinado (social, racial, simbólico). Apresentando-se como um intrincado enigma, o Marco foi utilizado e resignificado por cantadores, poetas e intelectuais ao longo do século XX, oscilando entre os registros do utópico e do absurdo. Em nossa comunicação, discutiremos sentidos e apropriações do Marco em diferentes contextos, e suas possíveis derivações para a compreensão dos dilemas do país no mundo contemporâneo.

“Não é pra ouvir, é pra gente se deixar ouvir”: a liturgia do canto, de Mário de Andrade a Alfredo Bosi
Pedro Meira Monteiro
Entre o transe místico e o êxtase coletivo desenrolam-se algumas das práticas tidas por populares, fundando aquilo que, de Mário de Andrade a Alfredo Bosi, identifica-se a uma liturgia da comunidade. Tal serviço, entoado pelo povo, coloca a comunidade diante de seu sentido transcendente, a um só tempo distante e próximo, mas feito tangível pelo canto. A pergunta que nos guia, neste caso, recai sobre o papel do indivíduo na revelação dos impulsos e da verdade do grupo. Quem é aquela pessoa que, de repente, parece carregar a voz da comunidade e é por ela carregada?

Paratodos, para os pobres, pra ninguém
Ricardo Teperman
A ideia do “fim da canção” diagnostica o esgotamento do grande projeto modernista de construção de uma cultura brasileira “para todos”, que orientou a bossa-nova, o tropicalismo e boa parte dos vários desdobramentos da MPB a partir dos anos 1970. O rap apresentado pelos Racionais MCs na virada dos anos 1990 representou uma grande novidade na medida em que era feito dos “pobres para os pobres” , desprezando tanto a ideia de povo por trás da letra P, de popular, como a ideia de nação encerrada no B de Brasil. Ao anunciarem a “reforma agrária na música popular brasileira”, adotando procedimentos estéticos e mercadológicos consagrados na tradição hegemônica da MPB, Emicida e Criolo propõem incluir a navalha de Mano Brown no prestigioso retrato feito pela rolleyflex de Caetano e Chico. É um gesto que tem lhes garantido enorme aceitação de público e crítica, mas que também tem decorrências cujo impacto ainda está por ser avaliado – entre os riscos que correm estão notadamente a diluição da verve crítica e a relativa perda de capacidade de representação das camadas mais pobres e marginalizadas.

Atividade com Rosane Almeida
Nossa Ciranda
Iremos dançar uma boa e velha ciranda. Vamos usar esse momento para descansar a cabeça e deixar o corpo encontrar seus caminhos e nos levar para um novo ambiente físico e sonoro.
Vamos aproveitar alguns princípios recorrentes das manifestações populares para construir a nossa ciranda

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

9h30 – 10h50 – mesa 1: Desafios e missões: o mundo além da escrita (mediação: Antonio Nóbrega);

Pedro Meira Monteiro;

André Botelho;

Maurício Hoelz;

Lilia Moritz Schwarcz.

 

11h50 – 12h30 – Atividade com Rosane Almeida;

 

14h00 – 15h20 – Mesa 2: Escuta e política nos Brasis (mediação: Pedro Meira Monteiro);

Heloísa Buarque de Hollanda;

Ricardo Teperman;

José Miguel Wisnik;

André Ricardo Heráclio do Rêgo.

 

16h20 – 17h40 – Mesa 3: Batuque, samba e poesia (mediação: André Botelho);

Antonio Nóbrega;

Paulo Teixeira Iumatti;

Paulo Dias;

Lira Neto.

 

SERVIÇO
Jornada Fazer Pensar Brasil
25/08 das 9h às 19h
Instituto Brincante
ENTRADA FRANCA
Sujeito à Lotação
Pré-inscrição: http://bit.ly/FazerPensarBrasil
Informações: http://bit.ly/FazerPensarBrasil_Eevento
Mediação: Antonio Nóbrega (Instituto Brincante), Pedro Meira Monteiro (Princeton) e André Botelho (UFRJ)
Realização: Instituto Brincante, Princeton University e UFRJ





Antonio Nóbrega apresenta homenagem a Luiz Gonzaga na Casa Natura Musical

By Antonio Nóbrega | 25 julho 2017 | Sem Comentários

 

   Foto: Eduardo Philippe/Casa de Taipa Produções

 

O artista Antonio Nóbrega presta uma homenagem a Luiz Gonzaga no espetáculo “Lua”, que apresenta no sábado, 29 de julho, às 22h, na Casa Natura Musical.

Acompanhado por Cleber Almeida (bateria), Daniel Allain (flauta e sax tenor), Edmilson Capelupi (violão de sete cordas, viola e cavaquinho), Edson Alves (baixo e violão), Leo Rodrigues (pandeiro e percussão), Olívio Filho (acordeão) e Zé Pitoco (clarinete, sax alto e zambumba), Nóbrega faz novas leituras de clássicos como Qui nem giló, Vida do viajante, Juazeiro e interpreta canções pouco conhecidas como Facilita e Acauã.

Em “Lua”, Luiz Gonzaga é reverenciado não só como grande compositor e intérprete nordestino — desbravador e divulgador de inúmeros ritmos e gêneros musicais, como xote, xaxado, chamego e, sobretudo, baião –, mas também como um dos pilares da música brasileira.

 

SERVIÇO

Antonio Nobrega em LUA

Quando: sábado, 29 de julho, às 22h

Abertura da Casa: 20h30

Ingressos à venda: https://goo.gl/5uQBg8

Casa Natura Musical

Rua Artur de Azevedo, 2134, Pinheiros, São Paulo

Ingressos sem taxa de conveniência na bilheteria da Casa

Horário da bilheteria: todos os dias, das 12h às 20h (dinheiro, CC e cartão de débito)

Lotação para este show: 509 lugares

Classificação etária: 12 anos

 





Antonio Nóbrega se apresenta em Cascavel com o grupo Rosa Armorial

By Antonio Nóbrega | 12 julho 2017 | Sem Comentários

No próximo dia 22 de julho, Antonio Nóbrega estará em Cascavel, cidade na região oeste do estado do Paraná, para um apresentação com o Rosa Armorial, pelo projeto Sesi Música. O artista foi convidado especialmente para a apresentação do grupo, que faz o popular e o erudito darem as mão e divulga a música brasileira de raiz, valorizando os elementos instrumentais de suas manifestações.

O trabalho do grupo é inspirado pelo Movimento Armorial, criado por Ariano Suassuna em 1970. Antonio Nóbrega participou ativamente do movimento como violinista do Quinteto Armorial.  No show do Sesi Música, os artistas prometem uma linda festa em homenagem à música de câmara com raízes populares.

O entrosamento do pernambucano com o grupo paranaense vem de outras datas. Em março de 2014, já estiveram juntos em cena em um comovente encontro no Teatro Paiol, em Curitiba. Em Cascavel, o grupo volta a interpretar o repertório de Antonio Nóbrega em um show repleto de brasilidade e que visa manter viva uma iniciativa histórica da música nacional, além de promover o intercâmbio de artistas de diferentes épocas e regiões.

 

Ingresso solidário

O projeto Sesi Música em Cascavel acontece no sábado do dia 22 de julho, às 20h, no Teatro Municipal. Para adquirir o ingresso, basta baixar o aplicativo da RPC no link: www.rpc.com.br/vcnarpc. Após inscrição no aplicativo, os ingressos deverão ser retirados no SESI Cascavel, nos dias 18 e 19 de julho, das 18h30 às 21h,  mediante a entrega de um produto/material de limpeza (saco de lixo de 100 e 30 litros, sabão em pó, álcool, buchinha de louça, rodo ou papel toalha). As doações serão destinadas ao Recanto da Criança de Cascavel. O projeto é uma realização do Sesi Cultura com a promoção da RPC. O evento está sujeito à lotação do espaço.

 

Projeto SESI Música – edição de julho

Rosa Armorial convida Antonio Nóbrega

Data: 22 de julho, às 20h

Local: Teatro Municipal de Cascavel

Endereço: Rua Rio de Janeiro, 905 – Centro – Cascavel / Paraná

Ingresso: Baixar o aplicativo da RPC no link: www.rpc.com.br/vcnarpc. Após inscrição no aplicativo, os ingressos deverão ser retirados no SESI Cascavel nos dias 18 e 19 de julho das 18h30 às 21h  mediante a entrega de um produto/material de limpeza, (saco de lixo de 100 e 30 litros, sabão em pó, álcool, buchinha de louça, rodo ou papel toalha). O evento está sujeito à lotação do espaço.

Realização: Sesi Cultura   

Promoção: RPC

Entidade beneficiada: Recanto da Criança de Cascavel

 

Mais informações:

http://www.sesipr.com.br/cultura/EventAgenda27805content340736.shtml

http://www.sesipr.com.br/cultura/

https://www.facebook.com/sesiculturapr/





Antonio Nóbrega se dedica a livro sobre a dança brasileira

By Antonio Nóbrega | 23 junho 2017 | Sem Comentários

Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança é tanto um livro autobiográfico quanto pedagógico e de natureza histórica. O lançamento da obra, que vem acompanhada de CD e DVD, previsto para 2018, será marcado por uma aula-espetáculo sobre o tema no Instituto Brincante.

 

@SilviaMachado

O artista e pesquisador Antonio Nóbrega está preparando o livro Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança. A obra é fruto de anos de assimilação e estudo das danças populares brasileiras e da prática formal da dança. Nas palavras do próprio Nóbrega: “Para desenvolver uma poética em relação à dança brasileira, parti do princípio de que ela deveria ser uma síntese do imaginário matricial popular com o conjunto de procedimentos técnicos e formais da cultura da dança ocidental.”

Na obra o artista relata o processo de assimilação e estudo das danças e manifestações cênico-populares brasileiras, revela a exuberância do léxico popular, suas características, seus procedimentos.  Segundo ele: “O que denomino de dança brasileira se situa numa espécie de linha imaginária que procura equilibrar, de modo complementar e não conflituoso, o que de melhor teriam a cultura ocidental e a popular no campo da dança para nos oferecerem.”

No livro, dividido em três eixos temáticos, Nóbrega disserta sobre a gênese das danças e manifestações cênicas de expressiva presença corporal e realiza também uma pequena viagem de apresentação pelas principais linguagens de dança codificadas existentes no ocidente e no oriente.

O livro será acompanhando de um CD e de um DVD – material didático voltado para estudantes, pesquisadores, arte-educadores, instituições de ensino e interessados no tema. Além disso, Antonio Nóbrega vai ministrar, no Instituto Brincante, uma aula-espetáculo baseada na obra. A intenção é trazer o público para mais perto não só da dança, mas da cultura brasileira em geral.

Para as gravações do CD e do DVD Nóbrega contou com a presença dos bailarinos Alisson Lima, Antonio Meira, Letícia Doretto, Maria Eugênia Almeida, Marina Abib e Michelle Rodrigues, artistas com trajetórias marcadas pela intimidade com a cultura brasileira.

Antonio Nóbrega afirma: “O Brasil é um país-confluência de dois imensos mananciais culturais. Se quisermos sentir e compreender o país em toda a sua profundidade, plenitude e grandeza cultural, teremos de levar em conta essas duas grandes linhas de tempo cultural que o conformam.” Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança é um projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna/2014 e tem realização da Funarte – Ministério da Cultura.

 

 

 

 

 

 

 





Em apresentação na USP Antonio Nóbrega fala sobre a cultura do Nordeste

By Antonio Nóbrega | 2 junho 2017 | Sem Comentários

Artista se apresenta na Jornada de estudos de jovens pesquisadores, que tem como tema A cultura nordestina no contexto urbano do Sudeste.

 

Na próxima segunda-feira 05/06, a partir das 09h da manhã, Antonio Nóbrega abre a Jornada de estudos de jovens pesquisadores, realizada pelo Instituto de Estudos Brasileiros da USP. O evento vai discutir a presença da cultura nordestina no contexto urbano do Sudeste. Na apresentação de Nóbrega o destaque é dado para a formação de expressões da cultura popular brasileira, como a dança e a música e o acolhimento dessas manifestações fora de seus locais de origem.

Como já é tradicional, a palestra do artista será permeada por exemplos cantados e dançados, histórias , causos e interação com o público. Nóbrega fala sobre as leituras e possibilidades que a cultura do nordeste proporciona e sobre a diversidade que marca essa cultura, formada tanto por elementos formais europeus quanto por expressões indígenas, africanas e populares.

A jornada de estudos propões uma reflexão sobre como a cultura nordestina tem se afirmado e se reinventado a partir da segunda metade do século XX no contexto da migração para o sudeste do país. Na pauta estão os papeis assumidos naturalmente pelo fortalecimento dessas expressões como ponto de convergência,  busca de enraizamento, adaptação e apoio entre indivíduos em ambientes urbanos.

SERVIÇO:

Data : Segunda feira 5 de junho de 2017
Local: Auditório István Jancsó- Edifício Brasiliana- Universidade de São Paulo (USP)
Informações: jornadaculturanordestina@gmail.com
Não há necessidade de inscrição

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

8h30- 9h : Acolhimento dos participantes

9h-10h – Abertura : Antônio Nóbrega (Instituto Brincante/SP). Apresentação de André Heráclio do Rego (IEB/USP)

10h-11h30 – Mesa 1 – Ciências sociais e arte: política, memória e transferências culturais
Mediação: Paulo Teixeira Iumatti (IEB/USP)

– Michele Távora Julio (Pedagogia/UNESP)
“Estudos sobre as contribuições do Maracatu de baque virado na educação infantil”

– Patrícia Anette S. Gonçalves  (Mestranda – IEB/USP)
“Tropicália Lixo Lógico – as representações do Nordeste em Tom Zé”

– Marcus Vinícius Rios Barreto (Doutorando em Antropologia Social– FFLCH/USP)
“A Jurema entre Guarulhos e Recife: os usos políticos da cultura”

11h30-11h45 : Intervalo

11h45-13h : Mesa 2 – Ciências sociais e arte: práticas culturais e espaço urbano
Mediação: Solenne Derigond  (Doutoranda – Université de Rennes 2/ Programa de História Social/FFLCH-USP)

– Cécile Petitgand (Doutoranda em Administração – Université de Paris Dauphine/Universidade de São Paulo),
“Renovando a Renda Renascença: o trabalho das Mães da OCA em Carapicuíba (São Paulo)”

– Victor Martins de Aguiar (Mestrando – FAU/USP),
“Possibilidades de vivência em comunidade no Glicério”

– Kaíque Bezerra (IC – EACH/USP),
“Do Nordeste ao Sudeste: gastronomia e memórias de pernambucanos no bairro de Itaquera”

13h-14h : Pausa para o almoço

14h-15h : Palestra da Professora convidada  Dra. Sylvia Regina Bastos Nemer (Depto. de História Social/UERJ)

Espaço urbano e migrações : feira de São Cristovão (RJ), os desafios da memória

15h-16h30 : Mesa 3 – A literatura de cordel e a cantoria no Sudeste
Mediação: Mariana Nascimento Ananias (Bacharel em Letras/USP)

– Ana Carolina Carvalho de Almeida Nascimento (Doutoranda em Sociologia e Antropologia/UFRJ),
“A vida em desafio: literatura de cordel no Rio de Janeiro”

– Solenne Derigond (Doutoranda – Université de Rennes 2/ Programa de História Social/FFLCH-USP),
“São Paulo, capital cultural do Nordeste: o caso da literatura de cordel”

– José Rodrigues Filho (IC  – Depto. de História/Universidade Federal de Campina Grande/CFP),
“O colorido nas capas de cordel em São Paulo: analisando imagens e seu processo de produção na Editora Prelúdio/Luzeiro”

16:30-16h45 : Intervalo

16h45-18h15 : Mesa 4:  Migrações, desterritorialidades e construção de identidades
Mediação: Sylvia Regina Bastos Nemer (Depto. de História Social/UERJ)

– Renata de Carvalho Nogueira (Mestranda em Literatura Brasileira/FFLCH-USP),
“A comunidade nordestina no contexto urbano pelo olhar de Patativa do Assaré”

– Milla Pizzignacco (Bacharel em artes/UNESP),
“Representações do ‘Nordeste’ no Nordeste: realocando a Feira Central em Campina Grande (PB)”

– Lucas Pulice (Mestrando/EACH-USP),
“Música e identidade: um estudo sobre o papel da música na identidade dos migrantes nordestinos no Vale do Paraíba”

– Andréia de Alcântara (Mestranda em Artes Visuais /UNIFESP-SP),
“Jerônimo Soares: agulhas de gravar”.

18h15 : Cantoria com a dupla repentista Sebastião Marinho  e Andorinha





Virada Cultural recebe Sambada com Antonio Nóbrega

By Antonio Nóbrega | 17 maio 2017 | Sem Comentários

Antonio Nóbrega se apresenta na Virada Cultural neste domingo com a já tradicional Sambada. Ele estará na programação do Sesc Carmo. O evento é marcado pela participação do público, convidado para uma grande roda de dança. Marcada para às 15h30, a Sambada é conhecida pela atmosfera familiar e prazerosa, ideal para todas as idades.

O artista levará ao palco canções referenciadas nos ritmos brasileiros. Ele estará acompanhando das bailarinas Maria Eugenia Almeida e Rosane Almeida. Participam do espetáculo também os músicos Alisson Lopes (cavaquinho), Cristiano Meirelles (sanfona), Flora Poppovic (voz e percussão), Léo Rodrigues (percussão) e Luciano Fagundes (teclado), Matheus Prado (percussão) e Ze Pitoco (sax e zabumba).  

Com um misto de festa, baile e show, a trupe arrasta o público em uma viagem por ritmos brasileiros. Das cirandas – passando por frevos, sambas, afoxés, caboclinhos – aos sonorosos e envolventes maracatus. As danças populares são o gancho para uma verdadeira celebração, que privilegia a movimentação do corpo e o espírito brincante.

SERVIÇO

SAMBADA COM ANTONIO NÓBREGA NA VIRADA CULTURAL

Onde: Ocupação SESC Parque Dom Pedro II – Praça são vito, s/nº – Metrô pedro II

Quando: 21/5 – Domingo

Horário: 15h30

Classificação indicativa livre

Entrada Franca 

Informações: http://bit.ly/2qtqRcO





Antonio Nóbrega em aula sobre a dança brasileira

By Antonio Nóbrega | 16 maio 2017 | Sem Comentários

Artista se apresenta na cidade de Suzano no próximo dia 20/05 (sábado). A Apresentação integra a série de eventos Pedagogias para o Desequilibrio, idealizado pela trupe teatral Contadores de Mentira.

 

Antonio Nóbrega estará em Suzano (SP) no próximo dia 20/05 (sábado)para falar sobre formação da dança brasileira a partir da junção entre a cultura popular e as linguagens formais dessa arte. O artista encerra a série de eventos Pedagogias para o Desequilíbrio, que ocupa o Teatro da trupe Contadores de Mentira. Nóbrega apresenta a Aula Demonstração sobre a Dança Brasileira. 

Por meio de passos, giros, meneios, molejos e gingados, a aula traça uma trajetória que engloba o encontro de matrizes corporais populares com princípios técnicos, práticas e procedimentos provenientes das várias linguagens de dança tanto do Ocidente quanto do Oriente. Nóbrega afirma: “Tomando ainda a dança no Brasil como ponto de partida de estudo e reflexão, proponho uma visão da cultura brasileira a partir da interpenetração entre as culturas ocidental ou europeia – classe dominante, letrada  –  e a  popular – marginal e de substrato oral.”

O projeto Pedagogias para o Desequilíbrio leva ao Teatro Contadores de Mentira um ciclo de compartilhamento de práticas, linguagens e treinamentos da trupe. Além da apresentação de Nóbrega, o público pode conferir workshops e demonstrações do grupo.

SERVIÇO

Pedagogias para o Desequilíbrio

Aula Demonstração sobre a Dança Brasileira com Antonio Nóbrega

Data: 20/05 (sábado)

Horário: 20h

Ingresso colaborativo, sugestão de valor mínimo: R$5,00

Local: Av. Major Pinheiro Froes, 530 – Parque Maria Helena – Suzano

Informações: (11) 4759-0482 – https://www.facebook.com/TeatroContadores/
 

 





Antonio Nóbrega leva Semba ao Auditório Ibirapuera

By Antonio Nóbrega | 24 abril 2017 | Sem Comentários

Antonio Nóbrega fará duas apresentações do espetáculo Semba no Auditório Ibirapuera este mês. Os shows estão marcados para o dia 13/05 (sábado) às 21h e 14/05 (domingo) às 19h. O projeto leva ao palco as diversas manifestações do samba, um dos grandes símbolos brasileiros, nascido a partir de uma série de tradições populares marcadas pelo batuque. Jongo, Coco, Tambor de Crioula e diversos outros fazem parte de uma história responsável pela afirmação do ritmo como uma espécie de representação simbólica do Brasil.

Em Semba Nóbrega propõe uma viagem pelo universo de formação do samba, suas formas primordiais, os batuques regionais e os formatos criados a partir do estabelecimento do gênero. Tudo permeado por uma riqueza cênica que engrandece o espetáculo. Acompanhado de músicos e bailarinos, o artista explora os diversos sentidos da palavra samba: dança, festa, brincadeira, cantoria e música.

Semba, a palavra que dá nome ao espetáculo,  em língua banto quer dizer umbigada, um procedimento que ainda hoje é utilizado nas diversas formas de samba.  No show os grandes nomes do samba também são relembrados, numa homenagem e  apresentação que reúnem obras de Noel Rosa,  Geraldo Pereira, Ismael Silva, Caymmi, Paulinho da Viola e Chico Buarque. 

SERVIÇO

Show Semba de Antonio Nóbrega

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

Desde 2011, o Auditório Ibirapuera é gerido pelo Itaú Cultural, em parceria com a Prefeitura de São Paulo

Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera (Entrada para carros pelo Portão 3)

Datas: 13/05 às 21h e 14/05 às 19h

Duração: aproximadamente 90 minutos

Classificação indicativa: livre

 

Ingressos

R$20 inteira de R$10 meia

Início das vendas: sexta-feira, 28/04, a partir das 13h

Ingresso rápido: https://www.ingressorapido.com.br e (11)4003 1212

Bilheteria do Auditório Ibirapuera: sexta e sábado, das 13h às 22h | domingo, das 13h às 20h

Capacidade: 806 lugares

Ar condicionado. Acesso a deficientes. Proibido fumar no local.

Informações: www.auditorioibirapuera.com.br

Tel: 3629-1075 ou info@auditorioibirapuera.com.br

 

Estacionamentos / Transporte:

Estacionamento do Parque Ibirapuera, sistema Zona Azul – R$ 5 por duas

horas. Dias úteis das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados das 8h às 18h

Ônibus:

Linha 5154 – Terminal Sto Amaro / Estação da Luz

Linha 5630 – Terminal Grajaú / Metrô Bras

Linha 675N – Metrô Ana Rosa / Terminal Sto. Amaro

Linha 677A – Metrô Ana Rosa / Jardim Ângela

Linha 775C/10 – Jardim Maria Sampaio / Metrô Santa Cruz

Linha 775A/10 – Jd. Adalgiza / Metrô Vila Mariana

O Auditório Ibirapuera não possui estacionamento ou sistema de valet. O estacionamento do Parque Ibirapuera é Zona Azul e tem vagas limitadas. Sugerimos que venha de táxi ou transporte público

 





Cultura popular e educação: Antonio Nóbrega em palestra na Unesp de Bauru

By Antonio Nóbrega | 13 abril 2017 | Sem Comentários

nb p: bauru

O artista Antonio Nóbrega participa de aula inaugural na Unesp Bauru nesta quarta-feira, 19/04. Ele apresenta uma reflexão sobre arte e educação, em uma palestra aberta não só aos estudantes da instituição, mas também ao público externo. Com entrada franca, o evento é organizado pelo Centro Acadêmico Paulo Freire e tem apoio da Faculdade de Ciências, da Faculdade de Artes e Comunicação e da Faculdade de Engenharia da UNESP Bauru.

Nóbrega conduz o público a uma viagem pelo mundo da cultura popular brasileira. Ele trata das características, valores e procedimentos presentes nessa cultura. A intenção é apontar caminhos de diálogo entre a arte popular e a arte contemporânea e sugerir alternativas e modos de utilização e convergência com a educação. Uma maneira de despertar um estado de transformação constante e presente valorizando o debate e a troca de ideias.

A apresentação de Nóbrega está marcada para quarta-feira, 19/04, a partir das 19h.  o público externo precisa confirmar presença pelo telefone (14) 9 9670 – 8662 ou pelo e-mail capf_unesp@hotmail.com, informando nome completo.

SERVIÇO

Aula Inaugural – Unesp Bauru

Data: Quarta-feira – 19/04 – a partir das 19h

Local: Anfiteatro “Guilherme R. Ferraz” (Guilhermão), UNESP/ Campus Bauru –

Av. Eng. Luís Edmundo Carrijo Coube

Realização: Centro Acadêmico Paulo Freire, do curso de pedagogia da Unesp Bauru.

Apoio: Faculdade de Ciências, Faculdade de Artes e Comunicação e Faculdade de Engenharia da UNESP Bauru.

ENTRADA FRANCA




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