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Antonio Nóbrega lança single inédito e se prepara para novo álbum 

By Antonio Nóbrega | 23 agosto 2019 | Sem Comentários

Canção ‘Minha Voz não Silencia Porque Poeta não Cala’ já está disponível como prévia de RIMA – álbum em versão estúdio que chega ao público ainda este ano

 

O novo single ao vivo de Antonio Nóbrega Minha Voz não Silencia Porque Poeta não Cala já está disponível! A  canção faz parte do Álbum de estúdio RIMA, que será lançado ainda este ano, com músicas inéditas e autorais.  Criadas em parceria com os letristas e poetas, Bráulio Tavares e Wilson Freire, as composições tem inspiração nas formas da poesia rimada brasileira como a sextilha, a embolada, o galope à beiramar, entre outros.

RIMA nasceu a partir do espetáculo de mesmo nome, que lotou seis apresentações em temporada no Itaú Cultural em São Paulo no primeiro semestre deste ano. 

Composto em parceria com Wilson Freire, o novo single de Nóbrega ressalta a força da poesia como “grito do mundo”, em formato de sextilha com ritmo forte e mensagem urgente. A direção musical é de Edmilson Capellupi e o mote que dá título à canção é da poetisa Isabelly Moreira.

Álbum e single têm distribuição pela Tratore nas principais plataformas digitais para streaming e compra.

 

Clique nas plataformas abaixo para acessar o single:
Tratore

Spotify
Deezer
iTunes

 





Antonio Nóbrega dedica seu novo espetáculo à poesia rimada

By Antonio Nóbrega | 22 abril 2019 | Sem Comentários

Foto: Silvia Machado

As formas poéticas rimadas brasileiras são as grandes fontes de referência de RIMA, o novo trabalho de Antonio Nóbrega que estreia no Instituto Itaú Cultural no dia 03 de maio. Em seis shows, Nóbrega apresenta  composições inéditas e autorais – compostas em parcerias com os amigos letristas e poetas Bráulio Tavares e Wilson Freire – e relembra canções e poemas ligados ao imaginário poético popular brasileiro. Reunindo suas sextilhas, quadras, quadrões, galopes à beira mar, martelos agalopados, mourões e romances, o artista traz um repertório construído e guardado ao longo desses últimos anos em que se dedicava, prioritariamente, à construção de espetáculos ligados à dança.

Nóbrega afirma que uma de suas intenções com o RIMA é difundir a versátil gama de modelos de estrofes e rimas criados  pelos poetas populares, especialmente o da região sertaneja do nordeste brasileiro. “Desde que tomei conhecimento da poesia popular brasileira, logo percebi que ela configurava um edifício simbólico de muitos andares”. Esse conhecimento se deu tanto por meio da sua convivência com cantadores, emboladores e folheteiros quanto pela leitura das obras dos grandes escritores e documentadores da poesia popular como Leonardo Mota, Câmara Cascudo, Mário de Andrade, entre outros. Foi reunindo, portanto,  prática e estudo, conjugando-os ao seu talento de músico e compositor, que pode construir um misto de show, espetáculo, aula, sarau, recital… onde a grande estrela é a palavra a rimada. A palavra rimada que trata de questões e assuntos ligados tanto ao nosso universo individual quanto coletivo.

As apresentações estão marcadas para os dias 03, 04, 05/05 e 10,11 e 12/05 (sextas e sábados, às 20h, domingos às 19h). Nóbrega estará acompanhado dos músicos Edmilson Capelupi (cordas dedilhadas), Edson Alves, (cordas dedilhadas) Cléber Almeida (percussão e bateria), Léo Rodrigues (percussão e bateria), Olivinho (acordeom) e Zezinho Pitoco (clarinete, sax alto e zabumba). A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos a partir de uma hora antes do espetáculo.

Para se manter informado sobre essa e outras atividades de Antonio Nóbrega via whatsapp, envie uma mensagem escrito “Nóbrega” para o link: https://wa.me/5511980981978 e salve esse número nos seus contatos! Com isso, vamos adicioná-lo à lista de transmissão dos eventos e novidades do artista (e você pode pedir pra sair a qualquer momento).

SERVIÇO

Antonio Nóbrega apresenta o show RIMA

03/05 sexta às 20h
04/05 sábado às 20h
05/05 domingo às 19h
10/05 sexta às 20h
11/05 sábado às 20h
12/05 domingo às 19h

Entrada Gratuita: retirada de ingressos 1h antes da apresentação

Itaú Cultural – Av Paulista, 149

 

Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: livre

 

Acessibilidade

Temos duas bilheterias, uma delas é dedicada às pessoas que têm direito a atendimento preferencial e imediato, de acordo com a lei nº 13.146/15:

Pessoas com deficiência (física, auditiva, visual ou intelectual)

Pessoas com mobilidade reduzida

Pessoas com idade a partir de 60 anos

Obesos, grávidas, lactantes e pessoas com criança de colo

Público preferencial: uma hora antes do início das atividades

Público não preferencial: uma hora antes do início das atividades, um ingresso por pessoa

O público preferencial pode trazer um acompanhante. Os dois ingressos devem ser retirados no mesmo momento na bilheteria preferencial.

 

FICHA TÉCNICA

Criação e atuação (voz, violino, violão e bandolim)

ANTONIO NÓBREGA

Direção musical, arranjos e cordas dedilhadas

EDMILSON CAPELUPI

Arranjos e cordas dedilhadas

EDSON ALVES

Bateria e percussão

CLEBER ALMEIDA/LEO RODRIGUES

Acordeom

OLIVINHO

Clarinete, sax alto e zabumba

ZEZINHO PITOCO

Iluminação e Cenário

MARISA BENTIVEGNA

Criação e projeção do vídeo-cenário

GRISSEL PIGUILLEM

Figurino

CHRIS AIZNER

Som

GUSTAVO VALE E TUCA PRADELLA

Roadie

ADILSON SANTOS

Projeto Gráfico e Artes

ÉRICA DE CARVALHO

Fotos

SILVIA MACHADO

Vídeos para divulgação

ALEXANDRE AMENDOLA e LEANDRO CAPRONI

Comunicação e assessoria de imprensa:

AGÊNCIA FERVO – PRISCILA COTTA e NARA LACERDA

Direção de Produção

THEREZA FREITAS

Produção

TRULÉU PRODUÇÕES

Realização

ITAÚ CULTURAL





Venha aprender e trocar poesias rimadas com Antonio Nóbrega

By Antonio Nóbrega | 13 fevereiro 2019 | Sem Comentários

As matrículas para o curso na Rima, com Antonio Nóbrega, estão abertas! Faça agora mesmo sua inscrição neste link. As aulas acontecem todas as segundas-feiras das 19h30 às 22h entre 11/03 e 24/06 no Instituto Brincante, em São Paulo.

O curso entra em seu terceiro ano consecutivo com aulas teóricas e práticas, em que o artista ensina a criar quadras, sextilhas, quadrões, décimas de sete, martelo agalopado, galope à beira-mar, embolada e como versar histórias no modelo da literatura de cordel. No espírito de troca e diálogo, professor e alunos percorrem juntos um caminho que amplia a difusão e o exercício da poesia popular brasileira.

O próprio Nóbrega dá o recado e, para afiar a inspiração, te convida a enviar uma quadrinha até 28/02 (pelo e-mail oie@agenciaferco.com.br), que pode aparecer nas nossas redes sociais. Compartilhe conosco, o tema é livre!

 

 

 

 

 

 

Aqui vão as instruções também por escrito: http://bit.ly/QuadrinhaNaRimaNóbrega

 

Tem dúvidas sobre o formato das quadrinhas? Assista as dicas de Nóbrega!

 

 

 

 

 

 

 

E confira algumas participações que já recebemos:

 

 

 

 

 

 

 

“As variadas formas poéticas regionais, por meio das quais fatos, acontecimentos e histórias são narradas, podem transcender os limites por onde tradicionalmente circulam. Ou seja, tais formas ou modalidades poéticas são estruturas lúdicas que permitem que fatos, assuntos e ideias vividos no mundo rural, no mundo das cidades ou em qualquer lugar, enfim, possam ser por elas igualmente externalizados.”

Antonio Nóbrega

 

SERVIÇO:

Curso Na Rima – Poesia Brasileira

Início: 11/03  (toda segunda-feira – exceto em feriados e emendas de feriados)

Horário: das 19h30 às 22h

Inscrições: É necessário preencher corretamente a FICHA DE INSCRIÇÃO. O interessado receberá  o retorno para validação.





Antonio Nóbrega reúne mais de 50 instrumentistas do mundo todo em homenagem ao centenário de Jacob do Bandolim

By Antonio Nóbrega | 4 dezembro 2018 | Sem Comentários

 

Com a participação de mais de 50 instrumentistas do Brasil e de outras partes do mundo, Antonio Nóbrega lança o clipe do projeto Jacob 100 Anos, uma homenagem ao centenário de Jacob do Bandolim (2018), que tem como fio condutor a música Gostosinho.

O material que está disponível no Youtube e no Facebook é uma grande e emocionante roda de choro virtual, com interpretações executadas por artistas de várias idades que reforçam o papel de Jacob como um dos maiores representantes do choro e inspiração para diversas gerações.

O desafio foi lançado em 23 de abril por meio de uma campanha nas redes sociais e foi aberto a qualquer músico que quisesse fazer parte da homenagem. Foram disponibilizadas a partitura e uma base, executada pelo violonista Gian Correa e pelo percussionista Léo Rodrigues, para que todos tocassem no mesmo andamento. Com isso, foi possível fazer a edição das participações num mesmo vídeo. Assinam o vídeo Ale Amêndola e Gustavo do Vale, responsável pela colagem de áudio.

Desde o início do projeto, Nóbrega destaca a intenção de alcançar um resultado de fortalecimento do poder simbólico da música na sociedade utilizando os meios de comunicação mais atuais: “Penso que esse projeto tem um significado que transcende só a boa execução da música: em tempos de Brasil caótico e triste, que pelo menos nós, os seus artistas, e por intermédio da força simbólica da música, possamos oferecer um sinal de esperança, de espírito de confraternização e de beleza ao combalido povo brasileiro.”

 

FICHA TÉCNICA:

Idealização

Antonio Nóbrega

 

Produção e Divulgação: Agência Fervo

Priscila Cotta

Nara Lacerda

 

Edição de Áudio

Gustavo Trivela do Vale

 

Edição de Vídeo

Alexandre Amendola

 

Base Musical

Léo Rodrigues – Pandeiro

Gian Correa – Violão

 

Participação

Alfonso Pozo – Ronroco

Alison Amador – Violão

Almir Côrtes – Guitarra Baiana

Alunos Cefet

Antonio Nóbrega – Violino

Arizinho 7 Cordas – Violão

Arthur Jorge – Cavaquinho

Assis Freire – Cavaco

Banana Broadway e Torcendo Dedo

Bina Coquet – Violão

Breno Novaes – Trombone

Bruno Descaves – Violino

Chorole de Israel

Daniel Allain – Flauta

Daniel Pereira – Bandolim

Everaldo Chaves – Saxofone

Fabio Falagusta – Cavaquinho

Fernando Santana – Cavaco

João Pellegrini – Violão

João Carlos Luz – Clarinete

Jorge Cardoso – Bandolim

Lara Costa e Izabel Costa – Derbak e flauta

Leonel Costa – Violão

Marcelo Fonseca – Violino

Marcello Moreno – Flauta doce

Marco Cesar  – Bandolim

Mathilde Fillat, Maiara Moraes, Carla Pronsato –  

Violino, flauta e piano

Mila Chaubah e Marcus Mendonça – Violino e Guitarra

Milton Mori – Bandolim

Nuran Pereira de Faria Campos – Violino

Olivinho – Acordeão

Pedro Amorim – Bandolim

Quinteto Vera Cruz

Rafa Barreto – Bandolim

Rita Portela – Pandeiro

Sidcléa Cavalcanti – Violão

Siqueira Lima – Trompete

Spok – Saxofone

Toninho Ferragutti – Acordeon

Tonyarte Gomes – Zabumba

Trio Choro Moderno

Vaisy Alencar – Clarineta

Vinicius Godeguesi – Violino

Vitor Kenji – Gaita

Wanderson Lima – Viola Caipira

Zé Pitoco – Clarinete





Antonio Nóbrega e Rosane Almeida levam Ocupação Brincante a Coimbra, Portugal

By Antonio Nóbrega | 10 setembro 2018 | Sem Comentários

Com oficinas e aulas-espetáculo, o casal de artistas inaugura o Espaço Brincante, iniciativa de formação para artistas na Cena Lusófona.

 

  Os fundadores do Instituto Brincante, Antonio Nóbrega e Rosane Almeida, estarão em Coimbra – Portugal, na última semana do mês de setembro, para uma série de oficinas e aulas-espetáculo. A “Invasão Brincante” é um projeto colaborativo entre a companhia de Teatro Escola da Noite – que tem mais de 25 anos de atuação – e a Cena Lusófona – organização que se dedica ao intercâmbio teatral na comunidade dos países de língua portuguesa.

Entre os dias 25 e 28 de setembro, Nóbrega apresenta a oficina ‘Tirando Versos na Rima’, que trata da origem, desenvolvimento e características do universo da poesia oral e popular brasileira. Além disso, ele leva a Coimbra as aulas-espetáculo Mátria’ (30/09) e ‘Com Passo Sincopado’ (29/09), respectivamente uma leitura sobre o imaginário cultural popular do Brasil – a partir das matrizes de procedência índio-africana-ibero popular – e um passeio pela formação da dança no país.

Rosane Almeida apresenta a oficina ‘Uma Linguagem Brasileira de Dança’, entre os dias 25 e 28 de setembro. Ela leva ao público uma introdução à prática de uma dança resultante do encontro de matrizes corporais populares brasileiras com o universo formal e técnico da tradição ocidental de dança. (Veja programação completa ao fim do texto).

 

António Nóbrega e Rosane Almeida
Antonio Nóbrega e Rosane Almeida fundaram juntos o Instituto Brincante, espaço de conhecimento, assimilação e recriação das inúmeras manifestações artísticas brasileiras, que fica na cidade de São Paulo. Com oficinas, aulas, espetáculos, debates, projetos sociais e diversos outros eventos, o Brincante celebra a riqueza da cultura nacional e a importância da sua diversidade.

Nascido em 1952, em Recife – Pernambuco, Nóbrega iniciou sua carreira artística na música, com o violino. Entre as décadas de 1960 e 1970, ele integrou a Orquestra de Câmara da Paraíba, a Orquestra Sinfônica do Recife e o Quinteto Armorial, grupo criado por Ariano Suassuna e precursor na criação da música de câmara brasileira de raízes populares. Ao longo de sua trajetória, Nóbrega integrou a dança, o teatro e outras linguagens ao seu repertório e já apresentou diversos espetáculos no Brasil, em Portugal, na Alemanha, Estados Unidos, Cuba, Rússia e França.
Rosane Almeida conheceu a arte circense aos 17 anos e atua também nas artes cênicas e na dança. A Atriz, bailarina, educadora e musicista se dedica ao estudo da diversidade cultural do país e à valorização de seu imaginário e universo simbólico. Há mais de vinte anos frente à coordenação pedagógica do Instituto Brincante, Rosane é idealizadora e responsável por diversas frentes de ação. Ela ministra oficinas e é autora de espetáculos, sempre com foco na reafirmação da crença no poder transformador da educação, quando aliado ao vasto universo da cultura popular.

Serviço
“Ocupação” Brincante
Com António Nóbrega e Rosane Almeida
Coimbra,  Portugal 25 a 30 de Setembro de 2018


DANÇA | OFICINA
Uma Linguagem Brasileira de Dança
Rosane Almeida
25 a 28 de Setembro de 2018
terça a sexta-feira, 14h00-16h30
duração total: 10 horas
destinatários/as: intérpretes de artes cênicas; alunos/as e professores/as do ensino artístico; educadores/as, público em geral

POESIA | OFICINA
Tirando Versos na Rima
António Nóbrega
25 a 28 de Setembro de 2018
terça a sexta-feira, 17h00-19h30
duração total: 10 horas
destinatários/as: escritores/as, poetas, rappers, educadores/as, animadores/as culturais, professores de literatura e português, alunos/as e professores/as do ensino artístico, público em geral

DANÇA | AULA-ESPETÁCULO
Com Passo Sincopado
António Nóbrega
29 de Setembro de 2018
Sábado, 22h00


MÚSICA/POESIA | AULA-ESPETÁCULO
Mátria
António Nóbrega
30 de Setembro de 2018
Domingo, 16h00

Saiba mais em: http://bit.ly/OcupacaoBrincante_Coimbra

 





Instituto Brincante e Universidade de Princeton apresentam a segunda edição do Fazer Pensar Brasil

By Antonio Nóbrega | 7 agosto 2018 | Sem Comentários

Estudiosos e artistas-pesquisadores se reúnem para uma série de conversas com o tema “Memória Cultural”,  no dia 24 de agosto. A programação, que acontece no Teatro Brincante, é totalmente gratuita

 

No próximo dia 24/08 (sexta-feira) o Instituto Brincante e o Brazil LAB da Universidade de Princeton apresentam o segundo Fazer Pensar Brasil. Estudiosos do universo da cultura se reúnem com o público para um dia de conversas e debates. Este ano o evento será norteado pelo tema “Memória Cultural”.

Os idealizadores do projeto, Antonio Nóbrega e Pedro Meira Monteiro, definem o espírito da jornada:

“A memória cultural é o nosso mote: o que conhecemos e o que desconhecemos daquilo que chamamos de “popular”? Como se dão os movimentos em ziguezague que tornam práticas populares de dança e canto a um só tempo distantes e próximas de nós? Mas que “nós” é esse que se projeta, entre atrevido e desengonçado, quando se discute a cultura? Em tempos de “lugar de fala”, de afirmações indenitárias vigorosas e de crise democrática profunda, pode-se ainda pensar em algo coletivo? Mas a cultura é mesmo a salvaguarda, o nó da coletividade em crise?

Com estas e outras questões em mente, propomos uma discussão coletiva e plural sobre como os estoques e as matrizes culturais se mantêm e se transformam, como elas estão guardadas e como são vertiginosamente transformadas no presente das cidades. Mil perguntas se destacam a partir daí. Como evitar a pecha de “folclore”, que congela e isola a manifestação popular num lugar de que ela parece não poder jamais sair? Que ecos se estendem do mundo rural ao urbano, e vice-versa? Que formas de “ser” coletivamente se desdobram nas performances populares? Que denominadores comuns podem vencer as singularidades irredutíveis? E como as práticas populares do canto se reatualizam em outros lugares, expostas a outras matrizes? O que de repente existe no slam? O que liga a cantoria do sertão à porta do metrô? Que ritmos, que imaginário e que gestos estão se desenvolvendo nas quebradas e nos saraus? Que vozes se escutam, quem as escuta e como? Por que treino nossos ouvidos devem passar para escutar o que resiste à massificação? E como negociar com a massificação? Onde a cultura é abrigo, onde ela é expressão do novo? Mas quão “novo” é o que chamamos de novo?”

O evento começa às 09h30 da manhã e segue durante todo o dia no Teatro Brincante (Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo), com entrada franca sujeita à lotação da casa. A programação detalhada será divulgada alguns dias antes do evento.

Para receber as informações em primeira mão, o público pode se inscrever no mailing  por meio do link: http://bit.ly/Mailing_FazerPensarBrasil2



PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

MESA 1
10-12 h
Ivan Vilela: Tradição e Renovação na Cultura Popular
Bráulio Tavares: A ficção científica na literatura de cordel
Salloma Salomão: Pontos negros e lugares obscuros nos discursos intelectuais sobre cultura popular no Brasil contemporâneo
Debatedora: Marília Librandi
 
MESA 2
13:30-16:00 h
Maíra Soares Ferreira: Travessias periféricas brasileiras – poéticas juvenis com rima, métrica e oração
Darlene Santos: Diálogo e ação – do tambor de crioula ao slam, experiências e vivências na cultura popular
Antonio Nóbrega: De Ronda a Teixeira – a viagem de uma estrofe e o seu maravilhoso furdunço
Marcelino Freire: A voz no texto
Debatedor: José Miguel Wisnik 
 
MESA 3
16:30-18:30 h
Marina de Mello e Souza: Contribuições africanas à cultura brasileira
Martha Abreu: Cultura popular, um conceito e muitas histórias
Flávia Toni: Memória coletiva e fazer musical: o patrimônio imaterial nas trilhas de Mário de Andrade
Debatedor: Ricardo Teperman
 
Fechando os pontos:
 
Pedro Meira Monteiro 
André Botelho
 
19 hs
Sarau de confraternização

SERVIÇO:

Fazer Pensar Brasil 2018

Data: 24/08/2018 – a partir das 9h30, se estende durante todo o dia
Local: Teatro Brincante/Instituto Brincante – Rua Purpurina, 412, Vila Madalena, São Paulo – SP
Entrada franca, sujeito a lotação





Jacob 100 anos

By Antonio Nóbrega | 30 maio 2018 | Sem Comentários

TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA GRAVAR SEU VÍDEO E PARTICIPAR DA HOMENAGEM COLETIVA AO MESTRE DO CHORO

 

Em homenagem ao centenário de um dos maiores representantes do Choro, Antonio Nóbrega lançou a campanha Jacob 100 anos, em que convida instrumentistas do Brasil e do mundo a participarem de uma grande roda de choro virtual. A intenção do artista é reunir registros da música Gostosinho, clássico de Jacob do Bandolim, em um vídeo coletivo.

Quer gravar seu vídeo? Confira o passo a passo:

O próprio Nóbrega dá um exemplo no vídeo abaixo. 

 

 

 

 

 

 

Clique aqui e confira o convite da Antonio Nóbrega para a ação

 





Antonio Nóbrega apresenta aula-espetáculo sobre livro Com Passo Sincopado

By Antonio Nóbrega | 9 novembro 2017 | Sem Comentários

Foto: Silvia Machado

Uma obra que relata o processo de assimilação das danças populares brasileiras e das práticas formais de dança, Com Passo Sincopado – de autoria do artista e pesquisador Antonio Nóbrega – será tema de uma aula-espetáculo no Instituto Brincante. No dia 25/11, Nóbrega apresenta ao público reflexões elaboradas ao longo de dez anos de dedicação e estudo da dança.

“Foi nesse período que realizei, junto à Rosane Almeida e ao Belisário Franca, a série televisiva Danças Brasileiras, que criei uma companhia de dança, elaborei espetáculos, dei aulas, palestras e aulas-espetáculos sobre a dança e, por último, tomei a decisão de redigir uma obra que contasse da minha relação com essa querida dama” afirma o artista.

Misto de narrativa biográfica, cartilha pedagógica, história e interpretação cultural, Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança  traz a gênese das danças e manifestações cênicas de expressiva presença corporal e realiza uma viagem de apresentação pelas principais linguagens de dança codificadas existentes no ocidente e no oriente. 

“O que denomino de dança brasileira se situa numa espécie de linha imaginária que procura equilibrar, de modo complementar e não conflituoso, o que de melhor teriam a cultura ocidental e a popular.”

O livro, que deve ser lançado no próximo ano, será ilustrado por um CD e um DVD. Na aula-espetáculo, Nóbrega terá a companhia do os bailarinos e amigos Alisson Lima, Antônio Meira e Letícia Doretto e apresentará passos, movimentos, vídeos, fotos e músicas.

Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança é um projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna/2014 e tem realização da Funarte – Ministério da Cultura.

 

Serviço:

Aula-espetáculo: Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança

Data: 25 de novembro de 2017, sábado

Horário: 17h00

Local: Teatro Brincante

Purpurina, 412 – Vila Madalena, São Paulo – SP

Duração: 180 minutos

Faixa etária: livre

Entrada franca: distribuição de senhas com uma hora de antecedência

Informações: (11) 3816-0575

 

 





MAC USP recebe Antonio Nóbrega em conversa sobre o legado de Ariano Suassuna

By Antonio Nóbrega | 21 setembro 2017 | Sem Comentários

 

Foto: Woofler

No próximo dia 26/09 (terça-feira) Antonio Nóbrega participa do encontro Dirigentes Culturais: Dos anos 50 à Atualidadepromovido pela  Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência da Universidade de São Paulo (USP). O artista vai conversar com o público sobre o trabalho do  dramaturgo, poeta, romancista, ensaísta e um dos grandes pensadores da sociedade brasileira, Ariano Suassuna. Aberto para o público em geral, o evento faz parte do ciclo de discussões Cultura, Institucionalidade e Gestão,  que traça um panorama crítico, atual e histórico da situação da cultura no Brasil. 

Ao falar sobre a contribuição de Suassuna para este cenário, Nóbrega aborda também um pouco da própria história. Em 1971 ele foi convidado pelo dramaturgo para integrar o Quinteto Armorial, grupo precursor na criação da música de câmara brasileira de raízes populares. O vínculo artístico e a amizade perduraram e influenciam o trabalho de Nóbrega até hoje. Em 2015 o artista lançou o espetáculo Um Recital Para Ariano – em que homenageia o pensador. 

O evento tem entrada franca e é possível se inscrever previamente pela internet (clique aqui). Haverá transmissão ao vivo no link http://www.iea.usp.br/aovivo

 SERVIÇO:

Data: 26/09/2017

Horário: 14h30

Local: Espaço Multiuso do Museu de Arte Contemporânea da USP – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301, Ibirapuera (Ver no mapa)

Informações: http://www.iea.usp.br/eventos/dirigentes-culturais

Organização: Cátedra Olavo Setubal de Arte, Cultura e Ciência (Instituto de Estudos Avançados da USP)

 





Numa Asa Delta

By Antonio Nóbrega | 11 agosto 2017 | Sem Comentários

“E se me fatiga bastante, pela sua precariedade contemporânea, afirmar que o povo brasileiro é formado das três correntes: portuguesa, africana e ameríndia, sempre é comovente verificar que apenas essas três bases étnicas o povo celebra secularmente em suas danças dramáticas”.

Mário de Andrade. In Danças Dramáticas do Brasil

Imagine-se, leitor, numa manhã ensolarada, radiante, planando numa asa delta. Imagine, ainda, que repentinamente descortinasse um imenso vale onde no leito de suas encostas avistasse, movendo-se quase imperceptivelmente, um longo e caudaloso tapete marcado por indiscerníveis pontos coloridos e faiscantes…

Suponhamos que essa visão o deslumbrasse de tal jeito que, tomado pela curiosidade, baixasse a altitude do “aeroplano” e descobrisse que aquele curioso coruscante cardume movimentando-se correspondia a milhares de pessoas caminhando em compassivo cortejo. Intensamente atraído, resolvesse baixar ainda mais seu planador e percebesse que os integrantes do caudaloso cortejo trajavam luzidias e multicores vestimentas, dos mais diversos formatos, alindadas por uma miríade de adereços. Uns vestiam saiotes de cetim e de ganga adornados por barras de espiguilhas douradas; outros envergavam guarda-peitos acetinados, cobertos de espelhos e debruados de galões prateados; outros mais usavam saias brancas rendadas; alguns portavam mantos-gola com desenhos de florais e pássaros bordados à canutilhos e miçangas; vários encabeçavam chapéu com a aba frontal, “batida”, revestida de pequenos pedaços de espelhos e flores de ouropel, enquanto da aba de trás, estirada, pendiam fitas de variadas e brilhantes cores; alguns mais ostentavam sobre a cabeça simulacros de templos e pagodes orientais profusamente ornados de espelhos, papéis brilhantes e pedrinhas de aljôfar; vários deles, de rostos tisnados de carvão e encabeçando chapéus-cafuringa,  empunhavam bexigas infladas e corriam de um lado para o outro as esbordoando em si e nos demais; centenas deles tocavam tambores, caracaxás, gonguês, pandeiros, cavaquinhos, violas, violinos, clarinetas, saxofones, pifes, flautas, acordeons e inúmeros outros instrumentos.

Imagine ainda, leitor, que querendo decifrar o sentido daquela movimentação, da algaravia dos trajes, buscando entender a mixórdia sonora que quase inaudível lhe chegava, se decidisse dar largas à irrefreável curiosidade e estacionasse sua asa delta na extremidade do vale, para onde se dirigia o cortejo, e, assim bem de pertinho, poder melhor perceber o que cantavam, dançavam e tocavam aqueles “festeiros”.

Seria então nesse momento, caro leitor, que perceberia que todo aquele imenso cortejo correspondia à reunião de centenas de grupos de pessoas que trajando cada qual vestimentas comuns, se locomoviam cantando, tocando, saltando, girando, requebrando, saracoteando, mogangando, gingando, volteando em meio a traçados e manobras coreográficas que iam desenhando pelo gramado do vale enquanto deambulavam.

Caminhando ao encontro do imenso préstito e aproximando-se das encostas do vale, o leitor amigo e corajoso, perceberia também que o som que emanava dos tambores, dos demais instrumentos e das vozes ecoava por toda a região e que, à medida que o cortejo se aproximava, o volume sonoro recrudescia perigosamente.… Não tardaria e o meu amigo teria de escolher entre evadir-se ou se entregar à festiva comitiva!

Se ele for como eu, deixará ser arrastado, conduzido e acicatado pela sincopada pulsação rítmica dos tambores, taróis, ganzás, pandeiros e a prodigalidade dos cantos; sairá “da sua” e entrará, pulando, cantando, brincando e chorando “na de todos aqueles outros”, o território sensorial e emotivo onde se encontravam imersos, naquela manhã   ensolarada e radiante, numa férica comunhão com o espírito da festa, da alegria e do congraçamento humano, aqueles homens e mulheres.

 

Em São Cristóvão

O mês é o de Janeiro e o ano, se bem me recordo, é o de 1980. Agora sou eu quem estou sob a guarda de uma manhã, também tinindo de brilhosa, no meio de uma das ruas centrais da cidade de São Cristóvão, na rabeira de um grupo de Bacamarteiros. A música é marcadamente percussiva, vexada, de ritmo bem soletrado, contínua e cantada à toda garganta e pulmões por homens e mulheres em idades diversas que caminham dançando, saltitando e portando à tiracolo – não todos – bacamartes. Atrás de mim, numa movimentação menos agitada, mais ondulada e compassada, integrantes de um grupo de São Gonçalo “tiram” loas, toadas e tocam violas, cavaquinhos e leve percussão. Para além desses dois grupos, para onde o meu olhar se dirige encontra músicos, dançarinos, cantadores, personagens e figuras teatrais das mais variadas espécies e natureza – reis, rainhas, bois, “mortos-carregando-os-vivos”, burrinhas, catirinas, cazumbás, caboclinhos, etc.

O Festival Folclórico de São Cristóvão era um daqueles eventos anuais – com alguma frequência eventos semelhantes aconteciam também em outras cidades brasileiras – que reuniam uma infinidade de grupos “folclóricos” de várias regiões do país. Lá estariam muitos daqueles que o meu hipotético leitor-planador terá visto em seu imaginário passeio aéreo…

Foi numa dessas ocasiões, que percebendo – mesmo com o pouco siso que me sobrava em tais circunstâncias, ou por isso mesmo – a diversidade e unidade de procedimentos, formas, conteúdos e estruturas que subjaziam no interior daquelas manifestações, que dei corda a mim mesmo na empreitada de buscar entender como elas se constituíram. Dizendo de outro modo: foi dentro daquele redemoinho dionisíaco que me impus a tarefe de tentar “desenredar” os caminhos através dos quais tais manifestações vieram a se tornar o que eram!

 

Por onde começar?

Foi sem abdicar de continuar a bater canela por terreiros, sedes de agremiações, treinos, sambadas e apresentações de grupos populares que encetei comigo mesmo a tarefa de também me abancar em gabinete.

Atinei que, passados já vários anos assimilando cantos, danças, histórias, formas poéticas, maneiras de tocar instrumentos musicais e modos de “brincar” dos mestres, dançadores e brincantes populares; lendo e continuamente adquirindo livros sobre o mundo popular, chegara o momento de tentar responder a questões que adensando cada vez mais o meu portfólio interior me martelavam o juízo. Seria o mundo popular tão caótico quanto aparentava, ou nós é que não o compreendíamos? Porque as “brincadeiras” populares que assistia e praticava me davam a impressão de serem tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes? E se assim fosse, eu saberia identificar e separar as diferenças das semelhanças? Por que a figura do Boi estava presente nos folguedos amazônicos, nos nordestinos, nos sulinos, em todas as regiões do Brasil? De onde provinha tudo isso? Como se formara um Reisado, um grupo de Caboclinhos? Haveria algum cordão, uma linha histórica por meio da qual eu poderia estabelecer uma ligação entre as várias manifestações populares entre si? Como se formatara esse imaginário? De que maneira ele teria se internalizado na psique coletiva do povo? Teria? E sendo afirmativa a resposta, quais os desdobramentos dessa internalização? Haveria?

Acompanhando a movimentação dos Caboclos de Lança de um maracatu rural, me perguntava: “Quais os caminhos que teriam levado a se ‘formatar’ àquelas portentosas figuras que incorporadas por trabalhadores rurais – vestindo pesadas golas-mantos a estampar desenhos de flores, animais, arabescos e espirais bordados à miçangas, canutilhos e lantejoulas; sustentando sobre os ombros matulão do qual pendiam 4, 5, 6 ou mais badalos de metal; maneando e volteando para cima, para baixo, para os lados  uma enorme lança de quase dois metros inteiramente ataviada de fitas; portando sobre a cabeça um imenso “chapéu” adornado por milhares de tiras de papel celofane ou laminado; – dançando, pulando, saltando, caminhando jornadeiam pelas ruas de Recife e de cidades da zona da mata pernambucana durante os dias de carnaval? Que representam?

Onde estaria o fulcro histórico por onde tudo isso estava se passando? Porque o conhecemos tão mal e de modo tão apartado do conjunto de nossa história cultural? Assim como, lendo e estudando obras dedicadas à trajetória da cultura ocidental podemos tomar conhecimento em sua totalidade dos caminhos percorridos pela sua literatura, música, pintura, etc., julgo que deveríamos igualmente, em relação à nossa história cultural, poder acessar uma narrativa que levasse em conta as duas grandes vertentes que a constituem: a popular, de prevalente extração índio-africano-ibericopopular e a ocidental ou europeia de base greco-latina-judaico-bárbaro-cristã.

Antonio Nóbrega

 

O texto “Numa Asa Delta” compõe o livro Com Passo Sincopado – Em busca de uma linguagem brasileira de dança de Antonio Nóbrega. Conheça o projeto contemplado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2014: http://bit.ly/2hiAaco

 




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