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Carrossel do destino

By Antonio Nóbrega | 10 outubro 2016 | Sem Comentários


Carrossel do destino

 

Deixo os versos que escrevi,

as cantigas que cantei,

cinco ou seis coisas  que eu sei

e um milhão que esqueci.

Deixo esse mundo daqui,

selva com lei de cassino.

Vou renascer num menino

num país além do mar.

Licença, que eu vou rodar,

no carrossel do destino

 

Enquanto eu puder viver

tudo o que o coração sente,

o mundo estará presente

passando sem resistir.

Na hora que eu for partir

para as nuvens do divino,

que a viola seja o sino

tocando  pra me guiar.

Licença que eu vou rodar

no carrossel do destino.

 

Romances e epopeias

me pedindo pra brotar

e eu tangendo devagar

a boiada das ideias.

Sempre em busca das colmeias

onde brota o mel mais fino

e um só verso, pequenino,

mas que mereça ficar.

Licença que eu vou rodar

no carrossel do destino.

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