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A água e o consumo

By Antonio Nóbrega | 29 agosto 2014 | Sem Comentários


imagemaguaLi ainda há pouco na Folha de São Paulo que as regiões onde residem os paulistanos mais abastados são aquelas cujos índices de economia de água são as mais baixas. Se pensarmos que quem mora nessas regiões (eu sou um deles) são aqueles que  majoritariamente tiveram acesso à a boa escolarização, leem jornais e revistas,  são assinantes de televiumsão a cabo, estão ligados à internet continuamente, isso  parece ser um contrassenso. E é, realmente. Na busca da razão desse contrassenso o jornal não avançou. Aqui faço a pergunta: por que isso ocorre? A minha tentativa de resposta é a de que quanto mais dependemos do conforto, mais dificuldade temos em dele nos desapartar. Mais dele nos tornamos escravos. Ter água em fartura para lavar o carro ou o jardim, deixar a água caindo da torneira enquanto esquenta para fazermos a barba, não fechar o registro enquanto ensaboamos o corpo e tantos e tantos outros pequenos hábitos de conforto nos tornam cada vez mais dependentes de nossas fraquezas.

Num planeta finito, ou pelo menos com uma boa dose de finitude, não dá para vivermos a nosso bel prazer como se de alguma maneira as coisas fossem se arranjar por si mesmas, se autorregularem. Não irão. Se não conseguirmos nos educar para compartilhar, dividir e nos solidarizar uns com os outros nas pequenas e grandes causas, ficaremos cada vez mais dependentes dos nossos ferozes demônios interiores, cada vez mais sem forças para enfrentar os grandes desafios que parecem se desenhar no horizonte.  Eduquemo-nos!

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